Imagine você mordendo um muffin fofinho, cheiroso, daqueles que a gente compra quentinho na padaria. Agora imagine descobrir que o segredo da massa não é fermento fresco, nem ovo caipira, mas sim… moscas moídas. Calma, respira, não desmaia: em países do leste da África, isso já é realidade. Lá, certos tipos de moscas, ricas em proteínas, viram ingrediente de luxo em biscoitos, linguiças e até bolo de carne. Crocância garantida, ainda que de forma inesperada.
Antes de torcer o nariz, vale lembrar: a mosca não está ali para atrapalhar o churrasco ou rondar sua fruta esquecida no balcão. Ela é rica em nutrientes e pode ser assada, seca ao sol ou simplesmente transformada em pó — um tempero high-protein para enriquecer receitas. É quase como colocar whey na massa do bolo, só que bem mais sustentável.
A ironia é que a gente já come coisa muito pior sem drama: salsicha misteriosa, linguiça que ninguém ousa investigar a fundo e nuggets que provavelmente conhecem mais aditivos químicos que galinheiros. Mas quando dizem “mosca”, o nojo vem imediato, mesmo que, no fundo, o sabor nem seja tão diferente assim.
Ei, Jack, Será que o problema não é a mosca em si, mas o nome que ela carrega?
Aposto que, se algum chef famoso lançar um “muffin proteico de farinha de mosca artesanal”, vai ter fila na porta. A verdade é simples: quando o marketing é gourmet, até mosca voa bem no prato.



