Abra a mente, caro leitor, e imagine a cena: você entra numa padaria mexicana, pede uma tortilha fresquinha, e descobre que o ingrediente secreto não é fermento, nem farinha integral, mas sim… larvas de farinha. Pois é, enquanto a gente aqui paga mais caro por pão sem glúten, lá fora já estão inovando com proteína crocante direto do mundo dos insetos.
Essas pequenas criaturinhas são verdadeiras cápsulas de saúde: cheias de ácidos graxos ômega-3, proteínas, vitaminas e minerais como cobre, ferro, potássio e até aquele selênio que você finge lembrar para que serve. Elas podem ser comidas cruas — para os corajosos de estômago forte —, mas o charme está mesmo quando são torradas, moídas e misturadas na farinha. O resultado? Um pãozinho reforçado, cheio de nutrientes e com zero culpa na hora de repetir.
A ironia, claro, é que a gente já come cada coisa estranha sem pensar duas vezes: salsicha, que ninguém ousa perguntar do que é feita; nuggets que nasceram mais na indústria do que no galinheiro; e aquelas batatas de saquinho que têm mais química do que batata. Mas quando falam em larvinha saudável, todo mundo faz cara de nojo.
Ei, Jack, Será que temos mesmo nojo do alimento, ou medo de quebrar a tradição do nosso cardápio diário?
Um dia ainda vamos ostentar fotos no Instagram comendo “pão de fermentação natural com farinha de larvas orgânicas”. E vai chover curtida. Porque, no fundo, o que importa não é o sabor… é o hype.



