Exótico, apimentado e totalmente comestível.

 

Você está na Tailândia, explorando mercados exóticos, e de repente se depara com um inseto aquático gigante. Antes que torça o nariz, saiba: esse parente do barqueiro aquático, ou nadador de costas, é uma iguaria local, disponível apenas em junho. Pode ser comido inteiro, crocante e suculento, ou triturado e incorporado a uma pasta de pimenta, conhecida como jaew maeng da no Laos e nam phik na Tailândia. Um verdadeiro toque gourmet com seis patas e nadadeiras incluídas.

A ironia, claro, é que enquanto turistas se espantam com esse “monstro do rio”, locais saboreiam a iguaria com tanto entusiasmo quanto nós comemos hambúrgueres e pizzas congeladas. A lição? O que parece nojento para uns é banquete para outros. E, no fundo, o ingrediente secreto da experiência não é só o sabor, mas a coragem de experimentar algo totalmente fora da nossa zona de conforto.

Ei, Jack,  “Quando o exótico vira prato, coragem é o tempero principal.”

Um dia, os restaurantes de comida internacional vão começar a servir inseto aquático gigante como prato estrela. E, se vier com pimenta, ninguém vai reclamar — afinal, brasileiro adora tempero e novidade.

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